domingo, 28 de abril de 2013

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Resenha: O Teorema Katherine

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http://veja.abril.com.br/blog/imperdivel/files/2013/03/o-teorema-katherine-john-green-literatura-r7-450.jpgLivro: O Teorema Katherine

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Nota: 5 Estrelas

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada.

Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

“’Eles estão é com inveja’, ela dizia. Mas Colin sabia que não era isso. Não estavam com inveja. Ele simplesmente não era ‘gostável’. Às vezes é simples assim.”

Deixa eu falar um coisa sobre o autor desse livro, John Green. O cara é um gênio de sua especialidade, porque só isso para explicar a genialidade excessiva que encontramos no seu livro,  the abundance ne katherines no original.

Não somente a genialidade do personagem principal, Colin, que tem um dom que invejo muito, ser autodidata. Não a genialidade de Hassam, que apesar de não ter tão inteligente quanto o seu amigo, ainda consegue ser acima da média e acompanhar o pensamento rápido de um menino prodígio.

A genialidade do livro está em ele contar uma estória relativamente comum e até um pouco clichê (menino que leva o chute da namorada e atravessa o país para viver uma aventura), mas juntando elementos únicos, e uma destreza monstro, ele dá a esse livro um toque leve e gostoso.

Para quem leu A culpa das estrelas, pode ficar com medo de chorar litros de novo, mas fiquem tranquilos, aqui o choro vai vir é das risadas.

O diálogo dos dois personagens, Colin e Hassam são tão divertidos, que já até separei o livro para reler em um futuro próximo.

Tem uma sequência mais para o final que envolve uma tarde em floresta, uma fuga de javali e uma luta. Eu li na rua, mas não consegui me controlar e devo ter parecido uma louca rindo para um livro, mas não me segurei.

“__ Medo, Colin fez uma piadinha. Esse lugar é mágico para você. Só é uma pena o jeito como vamos morrer aqui. Tipo, falando sério. Um árabe e um meio-judeu entram numa loja no Tennesse. É o começo de uma piada, e no final vai ter a palavra ‘Sodomia’.”

E palmas por em um mundo tão sem amor ao próximo, ter colocado um mulçumano e um meio-judeu como amigos.

As Katherines também tem um papel importante, ao mostrar que todos estão abertos a serem dispensados por qualquer um por um motivo idiota. =P

Sem contar que a destreza de John Green também se resume em se mostrar tão dentro da situação, e tão atento  tantos pontos que até pensamos em vários momentos, de se tratar de uma estória em parte auto-biográfica.

“Mas Colin sempre podia contar com os livros. Os livros são o melhor exemplo de Terminado: deixe-os de lado e eles  esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor.”

Foi assim como Quem é você , Alasca?, foi assim como Paper Town, e só não foi assim com A Culpa é das estrelas, porque a personagem principal é uma menina. E acontece a mesma coisa com esse.

No final, o resultado do Teorema é mostrar que qualquer estória na mão de uma pessoa genial, pode tornar um livro em um momento eureka.

Eureka, John!

Fanny Ladeira

John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. Autor best-seller do The New York Times, premiado com a Printz Medal eo PrintzHonor da American Library e com Edgar Award, foi duas vezes finalista do prêmio literário do LA Times,além de ser envolvido em vários projetos, como o The Lizzie Bennet Diaries.  Mora com a mulher, Sarah, e o filho em Indianápolis, Indiana.

domingo, 21 de abril de 2013

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Resenha: O Inferno de Gabriel

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Livro: O Inferno de Gabriel

Autor: Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro

Nota: 4 Estrelas

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.

O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.

Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.

Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.

“Às vezes as pessoas conseguem ouvir sozinhas quanto são odiosas. Às vezes, a bondade é suficente para expor o mal como ele realmente é.”

A primeira pessoa que comentou sobre esse livro comigo, foi a Natália Rivero (@natirivero) há um tempo atrás. Ela havia acabado de ler, e estava super empolgada com a estória, e me sugeriu a leitura.

Acabei demorando mais do que deveria para ler, mas hoje, após ter terminado o primeiro livro da trilogia criada pelo enigmatico Sylvain Reynard, totalmente entendo o motivo desse livro ter fascinado tantas pessoas.

Gabriel é um homem atormentado. Por isso, não é de uma hora pra outra que vai mudar, então gostei como o seu sofrimento, foi tratado com a profundidade e o tempo que ele merecia.

Assim como o da Julia. A pessoa não se torna atormentada com coisas que podem ser resolvidas em alguns passos, então mostrarcomo o processo é doloroso e continuo, foi um ponto positivo para a trama, apesar de termos duas estórias distantas,  pode acabar cansando quem quer romance, romance e romance.

O dos nosso personagens principais, não é fácil de ser realizado, apesar da tensão sexual existir, há várias obstaculos pelo caminho.

As leis da faculdade são as que eles mais usam como desculpa, mas tem muito mais por trás disso, as feridas abertas e o medo de se entregar para qualquer relação que tenha significado, também acompanha esse casal.

É impossível não comparar o livro com outros do gênero, e é impossível não compará-lo com o mais famoso atualmente, Cinquenta Tons.

Assim como o seu grande concorrente, esse livro também tem a sua parte sensual, apesar dela ser bem mais controlada e focada em outros aspectos.

Do tratamento de Gabriel para Julia, passando pelo livro em que a estória se relaciona. Sylvain decidiu mostrar que se é para basear uma estória em algum livro, que seja um tão poderoso quanto a Divina Comédia ( que eu ganhei mês passado, e espero ler ainda esse ano!).

E foi da boca de Paul, estudante de doutorado, e pretendentede Julia que saiu a frase que me confirmou o pensamento do autor:

“Acho que, se você se importa com uma pessoa a ponto de fazer sexo com ela, deveria respeitá-la, e não tratá-la como um objeto. Deveria ser responsável, cuidadoso e nunca, nunca machucá-la. Mesmo que ela seja perturbada o bastante para implorar que você faça isso.”

E não é só uma ligação rasa, seja Sylvain um homem ou uma mulher ( a identidade real do autor é um mistério) tenho certeza que a pessoa é um grande apreciador do trabalho de Dante, porque o cuidado com a obra é supreendente.

Apesar disso tudo, achei que Gabriel consegue ser muito pretencioso em várias situações, o que não acontece com os outros personagens do livro, então tenho certeza que foi proposital do autor, construir o personagem assim.

É legal em algumas partes, mas em outras se torna tão monótono e chato, como as associações da ‘deusa interior’ da Ana em Cinquenta Tons.

O livro faz várias citações a músicas e bandas, mas fiquei super feliz em ver uma referência o The Killers, com uma música do B–side deles, All the Prtetty Faces. ( Não sabia que eu sou fanzona do Killers?). =D

É um livro muito bem construído, apesar de não ter me deixado tão fasinada pelo Gabriel como deveria.

Mas adorei como podemos fazer uma analogia das suas ações e do que ele trabalha com a obra de Dante. Em um momento ele diz: “Quando uma pessoa abandona esse propósito natural, fere a si mesma, pois faz algo que não foi criada para fazer. Entra em guerra consigo e com sua própria natureza.”

Essa única frase revela mais sobre o porque ele vive em uma relação tão próxima com o pecado, do que deveria. Ele faz isso, porque acredita que é essa é a sua natureza, e que qualquer tentiva de sair desse círculo, irá tornar a sua vida uma mentira.

Ele acha que é um ser desmerecodor para a doce Julia, e apesar de não ter lido A Divina Comédia ainda, acredito que nos próximos livros, poderemos ver várias facetas desse Gabriel, e assim podermos conhecer ainda mais sobre esse personagem.

Eu acho ele pretencioso sim, mas isso não quer dizer que também não ahce que ele sabe tratar uma mulher, no caso a Julia, muito bem.

Agora quero saber mais o que tem ali.

 

As Ilustrações citadas em O Inferno de Gabriel

 

Para quem leu, ou para quem está interessado em ler, o livro faz diversas referências a obras de arte.

Sei que acontece, às vezes lemos um livro e falamos que depois vamos ver o que foi citado, mas o tempo passa e acabamos esquecendo, por isso abaixo segue as mais obras importantes citadas em O Inferno de Gabriel:

Dante e Beatriz de Henry Holiday

Henry Holiday - dante and beatrice

Pintura de 1884, se encontra atualmente na Walker Art Gallery em Liverpool

 

As Ilustrações de A Divina Comédia de Sandro Botticelli

Como são muitas, no link abaixo, vocês poderão encontrar todas, dispostas em ordem cronologia.

http://www.worldofdante.org/gallery_botticelli.html

A Primavera de Sandro Botticelli

A pintura de encontra atualmente na Galeria Uffizi em Florença

O Beijo de Auguste Rodin

*Não lembro se esse detalhes é citado no livro, mas como é de se imaginar, essa escultura foi inspirada em A Divina Comédia.

Atualmente no Museu Rodin em Paris

O Retorno do filho prodigo de Rembrant

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A pintura faz parte do acervo do Museu Herritage de São Petersburgo

 

Fanny Ladeira

 

Quase nada foi divulgado sobre a verdadeira identidade por trás do pseudônimo de Sylvain Reynard.  Sabemos que ele é canadense, já escreveu vários livros de não ficção e tem um profundo interesse pela arte e pela cultura renascentistas. Mas, embora declare ser do gênero masculino, seus fãs têm uma forte suspeita de que na verdade S.R. seja uma mulher. Para saber mais sobre as suas obras, acesse: http://www.sylvainreynard.com/

quinta-feira, 18 de abril de 2013

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Cinema no Restaurante: Now Is Good

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*Filme ainda não lançado no Brasil

Em um mundo perfeito, todas as adaptações de livros que eu gosto, seriam feitas com o cuidado que merecem.

Seriam feitas, não levando em conta só a necessidade de ser fiel aos mínimos detalhes da estórias, mas passariam aquele sentimento que o cada livro trás.

Sou fã, mas não sou xiita. Aceito que alterem detalhes, pelo bem da adaptação, desde que não seja uma coisa que altera a estória em si.

Por exemplo, em Harry Potter, não liguei de terem trocado a cor do vestido da Hermione no baile Tribruxo. Mas se tivessem trocado a cor do olho do Harry, afetaria toda a estória. (Mesmo com o próprio HP tendo o olho verde mais azul desse mundo, pelo menos eles entraram na onda!)

Com a adaptação de Antes de Morrer, não cheguei a ficar no meu mundo perfeito, mas ele ficou bem perto.

Falamos sobre o livro semana passada, e a estória é triste, tocante e cheia de momentos bonitos.

Tessa está morrendo de câncer, mas nem por isso ( e talvez ainda mais por isso), ela quer viver o máximo que conseguir.

Ela monta uma lista de coisas que quer fazer, e ao lado da sua Zoey(Kaya Scodelario), ela vai lutar contra os dias que lhe resta, e o seu protetor pai (Paddy Considine), para conseguir terminar a sua lista.

E quem sabe, até o seu novo vizinho, Adam (Jeremy Irvine), pode ajudar a cumpri-la?

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Que uma coisa fique clara: Now Is good não veio para revolucionar o cinema, muito pelo contrário. O tema é até um pouco batido, porém ele não deixa de ser menos importante, só porque ele veio depois.

Como disse, gosto quando o filme capta a essência do livro, consegue passá-lo para a tela, e esse filme conseguiu a improvável capacidade de conseguir encaixar, em menos de duas horas, um livro maravilhoso.

now-is-good-image-dakota-fanning-jeremy-irvineO roteiro não chegou a ser muito bem adpatado, mas as boas passgens do livro estão ali e auxiliam a deixar o texto mais bonito.

A direção de Ol Parker é precisa, e deu para perceber que ele teve bastante liberdade para trablhar ao redor do livro.

Apesar disso, achei algumas mudanças um pouco desnecessárias, e outras que mostrama melhor o drama e a falta de aceitação de Tessa da sua própria morte.

Dakota Fanning, interpreta uma boa Tessa (embora já tenha visto melhores atuações dela), enquanto achei Jeremy um pouco ‘preso’ em seu personagem, mas o casal tem um pouco de química o que ajuda.

937593_105O melhor aqui, é o pai de Tessa interpretado por Paddy Considine, que dá um show em todas as cenas, principalmente as tristes.

Ter lido o livro primeiro, ver o filme e depois reler o livro, me deu uma nova perspectiva de tudo.

Primeiro das cenas mais ‘sangrentas’ e dos tratamentos, ter visto as cenas e depois ter lido as descrições novamente, as tornaram ainda mais reais.

Além disso, tinha uma estranha ideia de que o livro se passava em Londres e eles mudaram para o filme, mas adivinha? Nunca é citado Londres no livro! *Fanny louca*

Só que sei que também não era uma cidade litorânea, devido a uma cena do livro, então fica tudo certo.

A cena mais bonita fica para o final, quando Tessa está terminando a sua jornada.

Chorei feito uma criança e realmente me deixei levar pela estória.

No meu mundo perfeito, essa adaptação teria sido um pouco diferente? Sim.

Mas é boa, muito boa.

Não é melhor que o livro, mas hey!

Quem falou que precisa ser?

 

Fanny Ladeira

 

Próxima Sessão: Minha nova paixão vai chegar aqui…

Simm! DOCTOR WHO!

Semana que vem, você vai conhecer as várias razões que tornam essa série sensacional!

terça-feira, 16 de abril de 2013

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Lendo e Ouvindo: Regina Spektor

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Sabe uma coisa que eu amo no universo? Como parece que ele prepara detalhes para nos surpreender!

Desde que What we saw from the cheap seats ( disco mais novo da Regina) foi lançado ano passado, eu fiquei totalmente apaixonada pelo trabalho dela.

Já era desde que havia ouvido a sua música no filme 500 dias com ela, mas depois desse CD, a paixão aumentou mais.

regina-spektor-youtubeEntão depois de um ano inteiro, ela resolveu marcar a sua vinda para o Brasil, justo quando eu não podia gastar com outras coisas.

Desejei muito que pudesse ir, mas não pudia e por mais que fosse dificil, entendi.

Aí o Universo (com uma ajundinha minha também), me fez ganhar uma promoção (do site Scream and Yell) ,valendo um ingresso para o show da Regina! YEAHHH!

Fiquei tão feliz por isso, mas nem poderia imginar o que encontraria no show dela.

Após esse show M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, voltei ainda mais fã!

Regina Spektor, é um russa radicada em Nova York, de 33 anos e no alto de seu 1,58 metros de altura (é meu mesmo tamanho, então sem gracinha!).

As suas músicas, não podem ser classificadas como jazz, nem pop, talvez um anti-folk? E Deus sabe como eu adoro um tipo de músico sem muito classificação, mas que sem um nome melhor, encaixaria melhor em anti-folk (HA!). *Piada interna, desculpa* =P

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Adoro como as suas músicas pedem uma intimidade única, tanto para escutar o cd e triplicado como para o show.

Mesmo no Credicard hall, com espaço para a 7000 pessoas, senti que o show dela e o tipo de proximidade que o show precisava, requeria um público menor.

Mas aí o ingresso por R$ 600,00 reais para 1000 pessoas não rolaria. Isso porque a melodia e as letras, tem tantos momentos pessoais, tão pra abrir o coração, que eu só me imaginava sentanda no chão de uma sala com os amigos mais próximos, e escutando esse anjo cantando e tocando piano.

Anjo mesmo, porque a voz dela é impecável. Não tem diferença ao vivo e no Cd, e mesmo estando um pouco com tosse, ela conseguia cantar como ninguém.

O show acabou sendo cortado por causa de uma corda que se soltou, e ela saiu sem cantar um dos seus maiores hits (Fidelity), mas não fez tantaaa falta assim.

regina spektor bioTalvez por ter pontuado com músicas variadas e tocado as minhas prediletas (só faltou Firewood, que acho que viria no encore junto com fidelity).

Ou talvez porque ela cantou uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, música ue nem tive esperança que fosse tocada.

The Call (escute lá embaixo), tema de As crônicas de Narnia - O príncipe Caspian.

A música é simples, bem estruturada, tem uma letra maginifica e que fala muito bem sobre os sentimentos de Nárnia.

Poder estar no mesmo recinto, escutando esse anjo cantar essa música, valeu a viagem de Jundiaí até o Credicard hall. E valeria se tivesse comprado o ingresso.

Valeria até mesmo se fossse a session por R$ 1000,00 com poucas pessoas.

E assim, coma sua delicadeza própria, Regina Spektor, essa pequena russa, veio mostrar ao Brasil, e a mim, que o seu disco tem razão estar entre os melhores do ano passado.

Porque foi feito, por uma das melhores cantoras da atualidade.

Abaixo, segue algumas músicas para vocês também se apaixonarem: 

Fidelity

Better

If I kiss you where it's sore

Will you feel better, better, better

Will you feel anything at all?”

 

Don’t Leave Me

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

US

 

The Call

<3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fanny Ladeira

domingo, 14 de abril de 2013

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Resenha: Fiquei com o seu número

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111766586SZ Livro: Fiquei com o seu número

Autora: Sophie Kinsella

Editora: Record

Nota: 5 estrelas

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito!

Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal.

Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Eu teria várias formas de descrever esse livro: Fofo e lindo, é uma das que me vem mais a cabeça!

Sou meio suspeita para falar de qualquer livro da Sophie, porque amei cada um dos que li até agora, mas são tão legais! =D

Poppy é a mocinha perfeita! Engraçada, destemida, mas ao mesmo tímida e com um passado triste.

Enquanto Sam é um pouco seco no começo, vai se soltando a medida que o ‘relacionamento’ com Poppy vai ficando cada vez mais estreito.

Digo ‘relacionamento’, porque Poppy tendo tomado a missão quase de  sua assistente pessoal por alguns dias, vai tentando quebrar a imagem distorcida que as pessoas tem dele no trabalho, a medida que vai pondo ele em várias confusões.

Mas é impossível não gostar de uma protagonista que realmente faz as coisas porque quer ajudar, e não essas mocinhas burras que vemos em alguns livros. Ela é tão fofa, que em um momento diz:

“Independente de que fosse, se conhesse ou não, se pudesse ajudar de alguma forma, eu ajudaria. Eu penso, se você pode, deve ajudar. Você não acha?”

Adoro quando pego um livro contemporaneo ( principalmente um chick-lit) e consigo sentir como se fosse uma estória que pudesse acontecer com qualquer uma de nós!

Autores, e o seu chick-lit chegou nesse estágio, parabéns!

Porque desculpem se estou errada, ou se você têm uma ideia diferente da minha, mas lemos livros como Fiquei com o seu número, da Sophie Kinsella, e queremos uma vida assim!

Não exatamente como acontece no livro, mas eu hoje com 24 anos, não estou a espera do homem perfeito,  nem da vida perfeita.

Quero um homem bom e legal, mas sei que ele vai ter algum defeito que vou ter que superar e pode ter outros defeitos que não vou conseguir continuar ignorando (como ser galinha), assim como eu tenho a minha listinha própria de defeitos.

Mas nós não queremos um conto de fadas, queremos uma história de amor.

Tipo a desse livro.

Fanny Ladeira

Sophie Kinsella é escritora e ex-jornalista de economia. É autora da coleção que conta as aventuras de Becky Bloom, que virou filme estrelado por Isla Ficher. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 idiomas. No blog você pode encontrar as resenhas de Lembra de mim? e O Segredo de Emma Corrigan

sexta-feira, 12 de abril de 2013

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Desafio Realmente Desafiante #3: Antes de Morrer

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Esse ano estou participando do Desafio Realmente Desafiante proposto pelo blog Psiu que eu tó lendo, e estou eliminando alguns livros comprados, mas não lidos da minha estantes.

Mas um dos tópicos tinha uma proposta diferente, e é a minha escolha da vez:

Re-ler e resenhar um livro que você leu a muito tempo e nunca resenhou

Livro escolhido: Antes de Morrer

http://3.bp.blogspot.com/-Pbe6Bp4qGkM/TxDjNXWcsAI/AAAAAAAAA-0/75JuEz1u2YM/s1600/Antes+de+morrer.jpg

“À nossa volta, todas as coisas se juntam para nos encarar. As coisas perdidas novamente encontradas”

Eu comprei esse livro em 04/01/2009 (sei disso porque ainda marcava a da tade de compra neles). Li, após ver um trecho em um blog (tá vendo a importância?) e ficar totalmente impressionada e desesperada para ler.

Li, e o livro superou as minhas expectativas! Emprestei para as amigas, e quando anunciaram o filme baseado no livro, com Dakota Fanning como a protagonista, fiquei receosa, mas ao mesmo tempo animada(até fiz um post sobre isso).

Apesar de gostar tanto do livro, tinha passado tanto tempo que havia lido ( e como havia lido somente uma vez), não conseguia precisar de forma clara, o que tornou esse livro tão especial pra mim.

Até que por causa do desafio, tive a oportunidade.

E devo dizer: não estava errada sobre a qualidade desse livro.

A estória pode ser um pouco batida, menina doente quer realizar todos os seus desejos antes de morrer ( para quem cresceu assistindo Um Amor para Recordar, sabe do que estou falando), mas a medida que o drama vai desenvolvendo, a estória criada por Jenny Downham vai de distanciando do que temos por aí.

Sabe aquele ditado: o importante não é o local de chegada, mas sim o caminho?

Eu tenho uma pensamento com uma abordagem parecida para livros, séries, músicas e afins. Acredito que tem 1000 jeitos diferentes de contar uma estória, e que cada pessoa fará de um jeito.

Só porque alguém já contou uma estória sobre uma adolescente morrendo, não quer dizer que outros também não possam fazer.

Lógico que sempre tomando cuidado para não cair em um caso de plágio. Afinal, há algumas abordagens que são únicas.

Por exemplo, você pode escrever um livro sobre um menino bruxo desenvolvendo as suas habilidades, enquanto enfrenta um inimigo poderoso.

Mas escrever uma estória sobre um menino bruxo, chamado Harry Potter, que mora na Inglaterra e frequenta a escola de Hogwarts, é perda de tempo (além de plágio, você vai ser processado! LOL), porque essa estória já foi contada.

Percebem a diferença?

Felizmente, no caso do tópico levantado por Jenny, há muitas variantes e nuances a se explorar, o que ela faz lindamente nas 289 páginas de Before I die, no original.

A estória do livro:

“Não quero morrer assim, não antes de ter vivido de verdade. Isso me parece claro. Sinto-me quase esperançosa, o que é uma loucura. Quero viver antes de morrer. É a única coisa que faz sentido.”

Tessa é uma menina de 16 anos que tem uma doença incurável.

Diante de seu imutável destino, ela organiza uma lista com o que gostaria de fazer antes de sua morte e parte em busca de realizá-la: se apaixonar, ter a primeira relação sexual, dirigir escondida, roubar coisas numa loja... viver o tempo que resta.

Apesar do livro ser focado no que Tessa está passando, vários personagens fazem parte dessa jornada, como o seu pai, um homem de fibra que largou tudo para cuidar da filha, sua mãe que saiu de casa quando era nova, mas agora voltou para o convivío da família, além de Cal, seu irmão caçula e a sua amiga, Zoey. Cada um tem um papel importante e tocante nessa jornada até o fim da Tessa.

Outro que tem uma parte importante é Adam, o vizinho bonito que acaba se aproximando cada vez mais Tessa do seu objetivo de aproveitar o resto de vida que lhe resta.

O livro é muito bem contruído, e ler novamente me ajudou a perceber como autora utilizou elementos, descrições e sugestões inteligentes e tocantes, para nos fazer mergulhar na trama.

“A cada sete anos nossos corpos mudam, cada célula. A cada sete anos nós desaparecemos.”

Tessa tem alguns pensamentos sombrios, e em alguns momentos muito maduros para a sua pouca idade, mas ela é uma menina passando por uma situação tão fora do que poderíamos imaginar, que eles se tornam não só palusível, como 100% corretos para a estória que está sendo contada.

É um livro triste? Sim, mas é um livro que te faz avaliar várias coisas. E Abrindo o olho para as coisas que realmente importam, como a mediade que o final vai chegando, você vai percebendo a mudança dos pedidos que Tessa faz.

É um livro, meio ‘De partir o coração’, mas alguns dos pontos levantados são necessárias para o nosso crescimento.

Para finalizar de falar desse livro maravilhoso, e que tem muitas razões de estar na minha lsita de favoritos, fica aqui o poema solicitado pela própria Tessa para ser lido em seu funeral:

Soneto 12 de William Shakespeare

Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.

Fanny Ladeira

P.S.: Semana que vem o Cinema no Restaurante, volta a sua frequencia normal, com o filme Now is Good, baseado em Antes de Morrer: