domingo, 2 de junho de 2013

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Resenha: A Seleção

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Livro: A Seleção - 1° livro da trilogia A seleção

Autora: Kiera Cass

Editora: Seguinte

Nota: 3,5 estrelas

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Não estava ansiosa para ler esse livro. Li muitos livros distópicos nos últimos anos, e acabei me distanciando do gênero recentemente. 

A capa era bonita, muita gente falou bem, mas ficou nisso.

Até que a necessidade de ler um livro curto, e que fluísse melhor (geralmente os YA’s tem essa característica, pelo menos os bem escritos), e a A seleção estava ali. .

A questão levantada nesse livro, apesar de aparecer um pouco fora da nossa realidade, bate de encontro do que nos humanos, somos capazes de fazer uns com os outros.

É de uma forma mais velada, mas as ‘castas’ existem no mundo atual, e em Illéia, terra fictícia da série A Seleção, elas não só existem, como são muito bem divididas.

Apesar de passar um sentimento de esperança para o povo, A Seleção de Iléa, não passa de uma distração, desviando o povo de pensar no que deveria, e lhe dando uma motivição, de que talvez poderiam um dia ser princesas, ou ter uma princesa na família, não importando a sua casta.

Achei que todos os personagens passam uma sensação de pessoas reias. Eles são teimosos, geniosos e indecisos. Mas também são bondosos e de bom coração

Gostei principalmente de como a autora descreveu o Principe Maxon. Sim, ele é bonito, gentil e tal, mas tem os seus momentos de autoridade, e quando America pega ele em um mau dia, uma faceta mais crua é revelada.

Porque não dava para esperar que um Principe fosse tão perfeito, e agradeço a Kiera por ter a coragem de não mostrar um personagem  não tão ‘perfeitinho’, mas bem humano.

“E porque esse país é do jeito que é. Eu não pude nem lhe chamar de volta. Eu não podia dizer que o amava mais uma vez”

A estória é bem contada, apesar de Kiera contar ela de uma forma mais ‘simples’. Por exemplo, ainda não sabemos muito sobre esse mundo de ‘castas’ fora da visão de America, e alguns personagens importantes ainda são muito enigmáticos, entre eles os pais de Maxon, o Rei e a Rainha.

Mas volto a dizer eu não sei onde essas meninas arrumam tantos caras maravilhosos para formar triângulos amorosos, quando está difícil encontrar um cara que preste!

Já li A Elite, e sei que a estória melhora bastante no segundo volume, então não só indico a leitura, a recomendo muito!

Série A Seleção

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A trilogia escrita por Kiera Cass começa com A Seleção, livro lançado em agosto do ano passado pela Editora Seguinte no Brtasil.

A Elite, também já se encontra nas livrarias brasileiras. – Já Li e é ótimo! Em breve resenha!

 

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Já The One, tem lançamento previsto para meados de 2014, e ainda não tem capa definida.

Além disso, a autora publicou um conto O Príncipe, que conta o começo de A Seleção sobre a visão do Príncipe Maxon. O livro está disponível gratuitamente na loja Kobo, para os usuários. Tentei encontrar no site da editora um link para o conto, mas não encontrei.

O livro teve um piloto gravado para a CW americana, mas não foi escolhido, e portanto não teremos uma série baseada no livro. Acredito que posteriormente um filme para a TV do foi gravado deve ser lançado,mas essa pratica tem sido eliminada pelas TV’s, então sem muitas esperanças.

Fanny Ladeira

 

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Kiera Cass, nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em história na Universidade de Radford, na Virginia, e publicou seu primeiro livro, The Siren, em 2009, em uma edição independente. Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe.

domingo, 26 de maio de 2013

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Resenha: Inferno

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InfernoLivro: Inferno

Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Nota: 4,0 estrelas

>> Leia um trecho AQUI

Busca e encontrarás!

Essa é a mensagem da bela senhora de cabelos prateados. Diante dela estende-se um mar de corpos agonizantes, alguns enterrados de cabeça para baixo até a cintura – uma cena bizarra, dantesca. Langdon tenta fazer contato, perguntar quem é ela, o que deve procurar... Mas então ele acorda. Desmemoriado, ferido, a milhares de quilômetros de casa.

E de posse de um objeto muito misterioso: um minitubo de metal, com lacre biométrico e o ícone de risco biológico gravado na lateral.

Decidido a não abrir o tubo, que pode conter algum material muito perigoso, o renomado simbologista entra em contato com o consulado, em busca de ajuda. Mas algo inesperado acontece: o governo de seu próprio país manda alguém matá-lo.

Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra a primeira pista que o ajudará a descobrir o que está acontecendo: a imagem do Mapa do Inferno, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no Inferno, de Dante Alighieri. Na companhia de Sienna Brooks, uma jovem médica superdotada, ele parte numa jornada alucinante pela Itália, até um dos lugares mais fantásticos do mundo.

“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.”

Os livros de Dan Brown, não são para todo mundo.

Só que ao mesmo tempo, podemos afirmar que como as suas estórias são cheios de mistérios e rodeados de informações históricas, os seus livros agradam uma grande parcela da população. Não é a toa o sucesso das suas estórias.

E eu, me incluo nessa grande porcetagem que ele agrada.

Assim como nos outros livros de Robert Langdon, nesse o mocinho tem que correr contra o tempo, e contra organizações poderosas, para impedir que a humanidade sofra.

O livro tem um mistério interessante, dessa vez, em cima do livro A Divina Comédia de Dante Alighieri (por isso o nome do livro, Inferno), e se passa quase em um sua totalidade na Itália, sobre tudo Florença, cidade em que nasceu e viveu Dante, pela maior parte da sua vida.

A estória flui muito bem, e você se pega não só interessado no mistério, mas em todas as informações que o autor despeja sobre a Florença  – Eu pelo menos, sou fascinada por história mundial, e sempre me pego anotando todas os pequenos detalhes.

Isso sendo falado, tive a impressão que nesse livro, Robert Langdon mostra que está perdendo o seu fôlego.

Se com O Símbolo Perdido, ele estava tão afinado como em O Código Da Vinci, nesse dá para sentir claramente, um personagem mais endurecido. Não há uma vontade em explorar as suas nuances.

E o mesmo acontece com a side-kick dele dessa vez, Siena Brooks.

Uma personagem enigmática no começo, mas que deixa mais perguntas do que respostas. Se percebe que há mais uma preocupação em contar a estória, do que em falar das pessoas que participam dela.

Pode não prejudicar o livro tanto assim, mas deixa uma sensação de vazio.

Mas assim como nos outros livros, a impressão que fica, é que o autor é um apaixonado e grande estudioso no assunto exposto.

No caso desse, e como li a pouco tempo O Inferno de Gabriell,  fiquei até desconfiada, se não seria Dan Brown o misterioso escritor do livro.

Não achei nenhuma prova disso, mas fiquei com isso na cabeça. HA!

Por fim, acredito que Inferno irá fazer sucesso entre os fãs do autor, e até pode agregar novos, já que ele não está causando nenhum inimigo, como a Igreja nos outros.

Só não dá para esperar um sucesso, no nível de O código Da Vinci, nem a qualidade de O Símbolo Perdido.

Fanny Ladeira

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Dan Brown é o autor de livros de suspense mais popular da atualidade. Seu mega-seller O código Da Vinci já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo. Ele também escreveu Anjos e demônios, Fortaleza digital e Ponto de impacto. Dan é casado com a pintora e historiadora da arte Blythe, que colabora nas pesquisas de seus livros. Ele mora em New England, nos Estados Unidos.

sábado, 25 de maio de 2013

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Douglas Adams, o cara mais fantástico que já existiu

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Na página 138, do livro O Restaurante do Fim do Universo, da Série O Guia do Mochileiro das Galáxias, o autor Douglas Adams, descreve o seguinte tópico sobre a população mundial de uma maneira profunda, engraçada e esquisita:

“É fato que há um número infinito de mundos simplesmente porque há um espaço infinito para que esses mundos existam. Todavia, nem todos são habitados. Qualquer número finito divido por infinito é tão perto de zero que não diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considera igual a zero. Disso podemos deduzir que a população de todo Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada.”

Muitos foram os escritores que me marcaram. Muitos foram os livros que me fizeram viajar e esquecer o mundo.

Douglas Adams e seus volumes da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, não estão no topo da minha lista, mas de uma forma inconsciente e quase imperceptível, há vários aspectos dos seus livros, que fazem a minha vida, ser o que ela é.

O mais visível para quem frequenta esse blog, seria o nome dele. Quando eu criei, havia terminado de ler O Restaurante do fim do Universo, e estava tão envolvida com o livro que não havia outro nome melhor para presentear o meu primeiro e único blog.

No livro, O Restaurante do Fim do Universo, seria um local que as pessoas poderiam carregar as baterias, enquanto assistia o fim do Universo.

Aqui nós nem servimos comida e nem temos um espetáculo de fim do Universo, mas vocês entenderam a intenção, né? =D

Mas como explicar em poucas linhas o que a genialidade desse homem, proporciona para a humanidade? Mas a explicação disso, poderia se igualar a explicação para o universo:

“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo, e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranha e inexplicável”

Introdução, O Restaurante do Fim do Universo

Hoje é o dia da toalha, data organizada pelos fãs da série para homenagear o seu criado, Douglas Adams que faleceu no dia 11 de maio de 2001, aos 49 anos devido a um ataque do coração. A diferença de dias entre a morte e a homenagem, foi porque os fãs acabaram demorando um pouco para definir a homenagem no ano da morte. e nos anos seguintes, ela continuou no dia 25.

O dia é marcado pelo fato das pessoas andarem com uma toalha, ferramenta mais necessária segundo O Guia do Mochileiro das galáxias para um mochileiro, e por causa dessa demonstração, o dia também virou o dia do Orgulho Nerd.

E lógico que eu, e esse blog, não poderia deixar uma data tão importante passar em branco, e já (tentei) explicar o meu amor por Douglas Adams em touras ocasiões.

Para quem nunca leu as estórias fica difícil entender o porque esse escritor nascido Cambridge na Inglaterra, pode ter agregado para literatura, e porque ele fascina tanto.

Pessoalmente, Douglas Adams tem três qualidades que gosto muito. Ele é inteligente, engraçado e sabe contar uma estória.

É uma delas é a incrível, enigmática, diferente e louca como a de Arthur Dent.

Eu não estou aqui para afirmar que Adams é o maior escritor que já existiu, mas ele definitivamente entra na minha lista de uma das pessoas mais fantásticas que já existiu.

Ou é isso, ou ele é só um produto da minha imaginação perturbada. =D

Feliz Dia da Toalha e do Orgulho Nerd!

No Brasil, os livros da série O Mochileiro das Galáxias, é lançada pela Editora Arqueiro. Todos os volumes já se encontram no mercado, e AQUI você pode conhecer um pouco mais, sobre cada um deles.

Fanny Ladeira

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Feliz Dia da Toalha!

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O Restaurante do Fim do Universo, deseja a todos um feliz Dia da Toalha e do Orgulho Nerd!

Don’t Panic, pegue a sua toalha e venham festejar com a gente,

Open bar de Dinamite Pangaláctica para todos! =D

quarta-feira, 22 de maio de 2013

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Resenha: Morte Súbita

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clip_image002Livro: Morte Súbita

Autora: J.K. Rowling

Editora: Nova Fronteira

Nota: 5 estrelas

Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?

“Com toda a certeza, o espírito que animava aquele corpo incomparável só podia ser também algo fora do comum. Por que a natureza faria um frasco como aquele se não fosse para lhe dar um conteúdo ainda mais precioso?”

Primeiro, uma coisa deve ficar bem claro, para todos que pensam em ler esse livro. Não espere encontrar, nem uma ponta das estórias de Harry Potter, em nenhum momento.

Não é por nada que foi muito frisado que esse é o primeiro livro adulto de J.K. Rowling, porque é exatamente o que ele é. Esse não é um livro para, por exemplo, um garoto de 13 anos ler, mesmo que ele seja fã de Rowling.

Sendo falado isso, devo dizer que me peguei muito envolvida com a estória de Pagford do começo ao fim.

Enquanto os personagens são apresentados, fiquei um pouco perdida mais de acordo que a estória vai desenrolando, fui ficando cada vez mais curiosa com tudo o que acontecia no vilarejo.

O livro mostra de forma bem sutil ( Porque não é estilo de J.K. ficar dando lição de moral em suas estórias), que enquanto estamos preocupados com a nossa vida, e com os nossos segredos, as outras pessoas também estão preocupadas com a vida delas e com os seus próprios segredos e que tentar ameaçar a sensação de segurança delas, pode tornar tudo muito perigoso.

Além disso, com o seu A casual vacancy no original, Rowling mostra que até mesmo em uma pacata cidade, em que todos deveriam se importar com o bem da coletividade, isso não acontece. Não importa onde você vive, o importante é o que cada um tem por dentro, e pode ser a mais pacata ou a mais violenta cidade.

Não posso revelar mais nada sem contar spoilers, mas digo que como fã de Rowling, é um pouco estranho no começo ler um livro dela com referências pop e palavrões ( muitos palavrões).

Mas fiquei com a impressão de como foi o seu trabalho após a série Harry Potter, ela escolheu a estória mais tão crua e forte que tinha na manga, para mostrar ao mundo, que ela não escreve só estórias de bruxos.

O mais engraçado de tudo, é que mostrar do que as pessoas são capazes de fazer, esconder ou negar, é mais aterrorizante do que contar sobre um bruxo do mal, que quer aniquilar crianças.

A realidade é sempre mais assustadora que a ficção.

Fanny Ladeira

clip_image004J.K. Rowling, é a escritora atual mais poderosa da atualidade. Desde o lançamento do seu livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, a autora cresceu em número de fãs e seguidores, e hoje criou uma inteira geração (inclusive, eu), que cresceu lendo as suas estórias. Hoje seus livros chegam a 200 países e foram traduzidos para mais de 73 línguas. A Morte Súbita marca a sua entrada no mercado dos livros adultos, e foi esperado com antecipação pelos fãs, mesmo sabendo que não seria uma estória ligada ao universo Potter.

domingo, 19 de maio de 2013

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Desafio Realmente Desafiante #4: Procura-se um Marido

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Esse ano estou participando do Desafio Realmente Desafiante proposto pelo blog Psiu que eu tó lendo, e estou eliminando alguns livros comprados, mas não lidos da minha estantes.

A minha escolha do quarto desafio foi:

Ligar para um amigo, ou mandar uma mensagem no face, e pedir uma indicação de livro! Se você não tiver o livro, NÃO VALE COMPRAR, peça emprestado.

Livro Escolhido:

Procura-se um marido de Carina Rissi

Acho que já falei aqui antes, mas em algum momento, sinto que terei que criar uma categoria no blog para os livros ‘indicados pela Thaís da Mata’, do Insane Little Things e minha amiga pessoal.

Apesar de ter várias pessoas que me indicam livros que adoro, a Thaís é a que mais se destaca de todas por: 1º -  Porque ela sempre indica livros bons; 2º - Porque ela sempre me apresenta escritoras ou estilos novos.

Mas ao olhar para trás e analisar como nos conhecemos ( na fila do Autografo da Meg Cabot, a quase 4 anos atrás), vejo que dei muita sorte em não só conhecê-la, mas também em termos conseguido manter o contato. 

Obrigado por tudo, Thaís!

Foi a mesma Thaís, que me indicou e me emprestou a sua cópia do livro Procura-se um Marido, da escritora brasileira, Carina Rissi.

Carina já havia lançado Perdida, e li algumas resenhas e como o livro fez sucesso na Alemanha, mas não consegui me interessar pela leitura.

Mas Procura-se um Marido foi tão bem recomendado, não só pela Thaís mais também por outras pessoas, que fiquei muito curiosa em conhecer o trabalho.

E não só estou devolvendo a cópia da Thaís, tendo amado cada instante do livro, como quero comprar a minha própria cópia.

A Estória do Livro:

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.

Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.

“Max revirou os olhos e me pegou pela mão, abriu a porta do carro e me ajudou a entrar. Eu me sentia fria, gelada. Ficar na copiadora pelo resto da vida? Eu preferia o ônibus”

Me surpreendi não com a qualidade do livro (para quem conhece alguns dos novos escritores brasileiros, sabe que tem uma galera muito talentosa), mas com a leveza e a tranquilidade que a estória foi contado.

Não teve correria, não teve enrolação. Ela tinha uma estória boa para contar, e contou no seu próprio tempo, sem forçar nenhuma situação.

Alicia é uma mimada mas um doce, algumas vezes você quer pegar ela no colo e outras dar uns tapas nela. =D

Sem contar que Max é um personagem bem no estilo do Mr. Darcy, e eu me apaixono por qualquer um que tem algum traço de Darcy.

Os personagens secundários também foram muito bem construídos e toda a estória tem um sentido, apesar da autora ter incluído uma pitada de confusão para bagunçar a vida da nossa protagonista.

Poderia comparar facilmente esse livro com um da Sophie Kinsella, mas Carina tem talento suficiente para ser ela mesma e não precisar ser comparada com ninguém. Podemos fechar que as duas escrevem para o mesmo público e com uma qualidade igualada e ficar assim?

Sem contar que todas as pontas foram muito bem amarradas e você se pega torcendo por Alicia e Max, mesmo um sendo mais teimoso que o outro (talvez por isso!).

Que Carina Rissi assim como tantos outros, sejam somente a pontinha do iceberg que a nossa literatura merece e que esses escritores que nos trazem estória tão bem construídas, e até melhores que alguns ‘enlatados’ estrangeiros, nos tragam sempre livros como esse: Imperdíveis!

Fanny Ladeira

 

Carina Rissi mora no interior de São Paulo, com o seu marido e a sua filha. Seu primeiro livro Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo, foi também publicado na Alemanha onde entrou para as listas de mais vendidos. Procura-se um marido é o seu segundo livro, e foi publicado pela Editora Versus, e Perdida será relançado também pela Editora no mês que vem. Para conhecer mais sobre a autora, acesse o seu site: www.carinarissi.com.br